Apicultura
As Abelhas
A espécie de abelha mais comum, criada no Brasil e no mundo inteiro é a Apis mellifera. Também são criadas aqui algumas espécies de abelhas nativas (ou indígenas ou sem ferrão), que são menores e muito menos produtivas, mas que fornecem um tipo de mel diferente, muito apreciado por alguns. A Apis mellifera possui diversas subespécies (raças). Algumas são originárias da Europa e outras da África. Entre as européias mais conhecidas, estão a mellifera, a ligustica (popularmente conhecida como "italiana"), a carnica e a caucasica. Entre as africanas, destacam-se a scutellata, a capensis, a monticola e a adansonii. No Brasil a predominância é de uma raça híbrida entre a A.m.scutellata e as raças européias citadas acima. Como essa hibridização não está padronizada, ou seja, ainda há uma enorme variedade morfológica e comportamental, não foi registrada uma raça específica, mas essas abelhas são genericamente referidas como abelhas africanizadas.
As abelhas vivem em colméias organizadas por castas, composta por uma abelha rainha, alguns zangões e muitas abelhas operárias. A rainha é muito maior que as operárias. Uma rainha é produzida pelas operárias sempre que necessário, a partir de uma larva jovem, de operária, de até 3 dias de vida. Três fatores determinam que uma larva comum se transformará numa rainha, e não numa operária.
- Primeiro, a qualidade da alimentação: Larvas de rainhas são alimentadas com geléia real, uma mistura de secreções das glândulas mandibulares e hipofaringeanas das operárias. Larvas de operárias são alimentadas com uma mistura semelhante, mas com uma proporção muito menor da substância mandibular e ainda com a adição de pólen.
- Segundo, a quantidade de alimentação. As larvas de rainha não apenas "bóiam" numa quantidade enorme de geléia real, como a ingerem com muito mais apetite do que as larvas de operária. Isso acontece porque elas são estimuladas pelo conteúdo maior de açúcar na geléia real do que na comida das larvas nos primeiros dias.
- Terceiro, o tamanho da célula de rainha, chamada de realeira. Ela é muito mais ampla do que os alvéolos de operárias, e permitem um crescimento muito maior da rainha. Outra diferença é que a rainha é a única fêmea a acasalar e, portanto, somente ela é capaz de pôr os ovos que gerarão novas operárias e zangões.
A rainha dá origem a todos os indivíduos da colméia, pela postura de ovos fertilizados (para operárias) e não fertilizados (para zangões). Além disso, a sua presença (mais precisamente os feromônios que ela produz) determina o comportamento "normal" das demais abelhas. A rainha se parece com uma operária, mas é maior e tem o abdômen proporcionalmente mais alongado.
Enquanto são jovens, as operárias dedicam-se ao trabalho interno: limpam as células, alimentam as larvas jovens e a rainha com substâncias nutritivas que elas mesmas secretam, alimentam as larvas mais velhas com pólen e mel, empilham o pólen recolhido nas células, secretam cera, constroem favos, recebem, processam e armazenam o néctar, vedam frestas com própolis, defendem e ventilam a colméia, operculam células. Quando mais velhas, dedicam-se, principalmente à coleta de néctar, pólen, água e própolis.
As abelhas de comunicam principalmente por meio de interações químicas. Essas interações se processam pela produção de feromônios, substâncias secretadas por diversas glândulas que são percebidas pelo olfato. Os feromônios são o principal meio de estimulação e coordenação de quase todas as atividades das abelhas.
Os feromônios são o principal, mas não único meio de comunicação. Interações táteis e sonoras, como o roçar de antenas ou as danças também são muito usadas. As danças são padrões de movimento, vibração, ruído e direção utilizados com diferentes propósitos, dos quais o mais conhecido é a passagem de informações sobre uma fonte de alimento.
As abelhas comem néctar e mel como fonte de carboidratos, e pólen como fonte de proteínas, gorduras, vitaminas e minerais, além de água. A rainha alimenta-se quase que somente de geléia real, tanto na fase larval quanto em toda a sua vida adulta. A geléia real é um produto semelhante à comida da larva, mas com uma proporção muito maior da secreção mandibular e, por essa razão, mais rica em algumas substâncias nutritivas. Zangões adultos são alimentados pelas operárias nos primeiros dias, e depois se alimentam sozinhos, basicamente de néctar e mel.
Coleta de néctar: Para coletar néctar a abelha suga a substância adocicada (néctar, pseudonéctar, calda, suco, refrigerante, etc.) com a ajuda da sua prosbócide (língua). A substância é então conduzida até uma porção do aparelho digestivo chamado de vesícula melífera, uma espécie de antecâmara do estômago, que pode ser amplamente distendida. É esse néctar que será transformado em mel pelo correto tratamento feito pelas abelhas.
Coleta de pólen: A abelha usa a língua e as mandíbulas para tirar algum pólen das anteras e umedecê-lo. Muitos grãos também ficam presos ao seu pêlo na operação. Depois, ela "escova" esses grãos, geralmente durante o vôo, mistura-os ao pólen umedecido e compacta tudo na corbícula, uma reentrância existente no seu par de pernas posterior. A medida que mais pólen vai sendo coletado, a carga nas corbículas aumenta, e alguns pêlos são envolvidos pelas bolotas, para que elas permaneçam firmes no lugar.
Coleta de própolis: Com ajuda das mandíbulas e do primeiro par de patas, ela remove o material resinoso da planta. Depois, armazena-o na corbícula, de forma semelhante ao que faz com o pólen. Antes de usar a própolis, a abelha ainda mistura-a com cera, numa proporção que pode chegar a 30%, para tornar a sua consistência mais trabalhável.
Autor: Baseado no texto de João Batista de Abreu Campos
Criação de abelhas
Para iniciar na apicultura recomenda-se que se procure um bom curso de apicultura, que poderá prover o apicultor iniciante de todas as informações necessárias. Geralmente uma associação de apicultores da região pode oferecer muitas informações.
A espécie de abelha mais comum criada no Brasil e no mundo inteiro é a Apis mellifera. As abelhas são criadas por apicultores em colméias, que é uma caixa, ou um conjunto de caixas empilháveis, dispostas sobre um fundo (ou chão) e cobertas por uma tampa (ou teto). Geralmente, é feita de madeira. Dentro das caixas, ficam os quadros (ou caixilhos), que são estruturas retangulares, como molduras, destinadas a conter os favos feitos pelas abelhas. Cada quadro possui uma placa com cera alveoláda (cheia de alvéolos) onde as abelhas irão depositar seu mel ou suas crias. O modelo de caixa mais comum é o Langstroth. A parte destinada a conter os quadros com mel é chamada de melgueira.
As colméias ficam dispostas em um apiário, geralmente sobre suportes, em um local apropriado que ofereça segurança para o manuseio e com disponibilidade de flores e de água.
Para iniciar o povoamento de um apiário pode-se comprar uma colméia ou utilizar-se de caixas-iscas, que irão capturar um enxame para uma de suas caixas, e a partir daí iniciar a criação. A quantidade de colméias a se iniciar é variável.
Um item importante na ciração de abelhas é a vestimenta, recomenda-se o uso de botas, jaleco e calças ou macacão, luvas e máscara. O ideal é que sejam usadas apenas cores claras, de preferência o branco, pois elas estimulam menos a agressividade das abelhas.
O macacão, ou o conjunto de jaleco e calça, pode ser feito de algodão (brim) ou de tecidos sintéticos, como nylon ou albene, sem qualquer fresta ou aberturas.
Na hora do manejo, as ferramentas essenciais são o fumegador, o formão e o espanador.
O fumegador fará a fumaça, essencial para acalmar as abelhas.
O formão é utilizado para abrir as caixas, que geralmente encontram-se semi-lacradas pela própolis e o espanador, importante para retirar cuidosamente as abelhas dos quadros para a correta visualização dos mesmos.
A colméia deve ser revisada aproximadamente uma vez por semana, verificando-se o correto desenvolvimento das abelhas e se já há mel depositado nos alvéolos. Quando o mel está pronto as abelhas fecham o alvéolo com cera, indicando que já está na época de colheita.
Deve-se então retirar os quadros cheios de mel, retirar cuidosamente as abelhas e leva-los até um local apropriado chamado Casa do mel, onde será feita a extração do mel dos quadros.
Na casa do mel faz-se a desoperculação, que é a abertura dos opérculos fechados utilizando-se um garfo ou uma faca em um equipamento chamado mesa desoperculadora. Os quadros são então colocados numa centrífuga, na posição vertical. Eles ficam apoiados no "cesto" da centrífuga, que gira junto com o eixo até que todo o mel saia dos opéculos e caia no recipiente da centrífuga. Após a centrifugação o mel deve ser passado por uma peneira fina. A seguir, o ideal é deixá-lo decantando por alguns dias e só depois colocar em baldes, latas ou tambores.
A criação de abelhas pode também ser direcionada para a produção de outros produtos apícolas, no caso da produção de própolis o apicultor pode optar pela colocação de equipamentos próprios na colméia como o coltor de própolis. No caso da produção de pólen o apicultor coloca na entrada da colméia um coletor de pólen e para outros produtos há técnicas específicas.
Caso deseje-se iniciar a criação de abelhas, deve-se procurar um bom curso de apicultura.
Informe-se.
MEL
Definição:
Entende-se
por mel o produto alimentício produzido pelas abelhas melíferas a partir
do néctar das flores ou das secreções procedentes de partes vivas das
plantas que as abelhas recolhem, transformam, combinam com substâncias
específicas próprias, armazenam a deixam maturar nos favos da colméia.
Composição média por 100 g:
Carboidratos
................................... 65
- 92 %
Proteínas
.........................................
0,6 - 02 %
Sais
minerais ..................................
0,02 - 02 %
Calorias .......................................... 300 - 330 Kcal
Açucares:
frutose, glicose, levulose, sacarose, maltose, etc.
Enzimas
(diastases), ácidos orgânicos (málico, cítrico, fórmico, etc.), ácido
nicotínico (Niacina).
Vitaminas:
B1 (Tiamina), B2 (Riboflavina), C (ác. ascórbico), B6 (piridoxina), etc.
Sais
minerais: fosfatos de cálcio e ferro, potássio, enxofre, cloro, sódio,
fósforo, manganês, magnésio, ferro, bário, níquel, silício, etc.
Tipos
de mel:
Floradas
de Eucalipto, Laranja e Silvestre.
Diferenciam-se
entre si e também diferentes lotes de uma mesma florada predominante.
Principalmente pela cor, pelo sabor, aspecto físico, odor, composição básica
de nutrientes, usos, preferências individuais.
Falsificação do mel:
Adição
de xarope de amido de milho ( glicose): Aumenta o rendimento, diminui os
custos, diminui o valor nutritivo e evita a cristalização.
Superaquecimento:
descristalização e evitar a cristalização, destrói as enzimas,
diminui o valor nutritivo, forma HMF (hidroximetilfurfural).
Fermentação:
estufamento da embalagem (raro no comércio).
Cria
Pútrida Americana
Mel
como alimento:
·
Energético (devido aos açucares)
·
Digestivo (enzimas, fermentos)
·
Estimulação direta do funcionamento do intestino
·
Reserva de nutrientes (levulose no fígado)
·
Provisão de sais minerais
·
Tonificante de músculos (principalmente devido ao ácido fórmico)
·
Tonificante do Sistema Nervoso Central (sais minerais e vitaminas)
·
Alto valor nutritivo
·
Revigorante geral do organismo
Mel
como medicamento:
·
Anti-séptico e estimulante da cicatrização
·
Normaliza a acidez do suco gástrico
·
Regulariza as funções hepáticas
·
Tonificante e rejuvenecedor da pele
·
Anti-séptico pulmonar
·
Combate a bronquite, acalma a tosse
·
Vermífugo (princ. Oxiurius)
·
Principalmente associado à bons hábitos alimentares e de vida.
Cristalização
do mel:
Todo mel bom, maduro e perfeito, tende a cristalizar, passado um tempo maior ou menor. Este período de tempo varia conforme a origem floral do mel, sua composição e da temperatura ambiente. Com a cristalização, o mel fica com aspecto endurecido, com formação de cristais em todo o pote ou somente em parte dele, porém, sem alterar suas propriedades, podendo ser consumido normalmente. Se necessário, o mel pode ser descristalizado em banho-maria.
Autor: Fabricia Soriani
PRÓPOLIS
Definição:
A
própolis é um produto oriundo de substâncias resinosas, gomosas e balsâmicas,
coletadas pelas abelhas de brotos, flores e exudatos de plantas. As
abelhas acrescentam secreções salivares, ceras e pólen para a elaboração
final da própolis. Sua cor, sabor, odor e consistência dependem da
origem.
Composição:
Muito
variável, já foram encontrados mais de 300 substâncias diferentes.
Resinas
e bálsamos ......................................
50 à 55 %
Ceras
........................................................... 05 à 30 %
Óleos
essenciais .......................................... 08 à 10 %
Pólen,
minerais (alumínio, vanádio, ferro, cálcio, silício, manganês, estrôncio).
Ácidos
fenólicos, flavonóides*, terpenóides, hidrocarbonetos e seus ésteres.
Aminoácidos
(ác. aspártico, ác. glutâmico, leucina, treonina, serina, lisina, etc.
Funções na colmeia:
Pró=defender
e pólis=cidade. Vedar frestas e cavidades, proteger a entrada e a tampa
das colmeias ou caixas, manter a temperatura e embalsamar invasores.
Ações
da Própolis no organismo:
·
Antibacteriana:
Bactericida e bacteriostática ( tuberculose, vias aéreas respiratórias,
acne, uso local e externo, etc..). diversos tipos de infecções internas
e externas, isolado ou associado à outros antibióticos,
potencializando-os. (Flavonóides, ácidos e ésteres aromáticos, ácido
ferúlico, ácido caféico, etc..). O mecanismo da ação ainda não foi
esclarecido, porém acredita-se que aja sobre a parede celular da bactéria.
·
Antiviral:
Influenza (gripe), herpes, estomatite vesicular. (ésteres dos ácidos caféicos
e ferúlicos).
·
Atividade
antifúngica: micoses
superficiais e sistêmicas, cândida, etc. aumentam a atividade de outros
antimicóticos.
·
Antiprotozoária:
Princ. Tricomonas vaginalis e Giardia
lamblia.
·
Antitumoral:
carcinomas, tumores (atividade citostática, ou seja, inibe o crescimento
do tumor. Em alguns casos regride a situação).
·
Antinflamatória:
devido aos flavonóides. Em inflamações agudas e crônicas, em edemas (amigdalites,
faringites, laringites, etc..)
·
Antitrombogênica:
evita trombos, melhora a circulação (flavonóides).
·
Anestésica:
ação três (3) vezes maior que a procaína.
·
Cicatrizante:
Estimulante da regeneração de tecidos (importante em ferimentos (uso
externo e interno) e em úlceras.
·
Uso
odontológico:
cicatrização de cirurgias, analgesia, ação antinflamatória etc..
·
Antioxidante:
/ Estimulante
do sistema imune
Autor: Fabricia Soriani
PÓLEN
Definição:
O
pólen consiste de microesporos que são os elementos masculinos
reprodutivos da flor, os quais sendo levados pelas abelhas da antera para
o estigma, concorre para a fecundação da flor e sua conseqüente formação
de sementes. As abelhas o coletam, aglutinam e transportam o grão em uma
estrutura apropriada existente em sua pata traseira e utilizam para sua
alimentação devido a seu grande valor protéico. Uma colméia produz de
20 à 40 Kg pólen/ano, o apicultor coleta cerca de 10 % disso (2 à 4 Kg
pólen/ano).
Composição média por 100g:
Carboidratos
.............................................
20 à
35 %
Proteínas
.................................................. 10
à 35 %
Lipídeos
................................................... 02
à 01 %
Sais
minerais ........................................... 0,2 à
01 %
Calorias
................................................... 300 à
330 Kcal
Vitaminas:
Tiamina (B1), Riboflavina (B2), piridoxina (B6), cianocobalamina (B12),
nicotinamida, ácido pantotenico, biotina, ácido fólico, ácido ascórbico
( ( C ), Vitamina D, Vitamina E ou tocoferol, etc.
Sais
minerais: Potássio, magnésio, cálcio, fósforo, ferro, silício,
enxofre, manganês, cobre, cloro, etc.
Aminoácidos:
Ácido glutâmico, Isoleucina, Leucina, Arginina, Lisina, Metionina,
Fenilalanina, Cistina, Treonina, Triptofano, Histidina, Valina,
etc.Enzimas ou fermentos: catalizadores de alguns processos orgânicos.
Benefícios
do Pólen ao organismo:
·
Revigorante orgânico geral : para convalescência.
·
Para esgotamento físico e mental, favorece a memória.
·
Preventivo da várias doenças, fortalece o organismo.
·
Regula as funções intestinais.
·
Estimulante sexual (impotência).
·
Reduz a hepatotoxicidade de alguns compostos, protege o fígado.
·
Tratamento de hiperplasia prostática e adenoma prostático*.
Autor: Fabricia Soriani
GELÉIA REAL
É o produto da secreção do sistema glandular cefálico(glândulas hipofaringeanas e mandibulares) das abelhas operárias, coletada até 72 horas. Sua composição é complexa, contendo várias proteínas, aminoácidos, ácidos orgânicos, esteróides, fenóis, açúcares, minerais dentre outros.
A
Geleia Real compõem-se de água, proteínas, lipídios, açúcares,
vitaminas como tiamina (vitamina B1), riboflavina (vitamina B2), adermina
(vitamina B6), ácido pantotênico (vitamina B5), ácido ascórbico
(vitamina C), calciferol (vitamina D), alfa-tocoferol (vitamina E), motina
(vitamina 14), ácido fólico (vitamina BC) e mais, hormônios e minerais,
tais como cálcio, fósforo e magnésio.
A
Geléia real age
-
preventivamente, evitando o envelhecimento precoce de órgão e da
pele,
-
facilita o metabolismo intracelular, dando vigor ao corpo,
-
recupera os organismos convalescentes e
age ainda nas glândula córtico-supra-renais, estimulando-as, sendo útil em casos de depressão e astenia.
Autor: Fabricia Soriani
CERA DE ABELHAS
Cera é uma substância produzida pelas glândulas cerígenas das operárias com idade em torno de 14 dias. Para produzir a cera, as abelhas convertem o açúcar consumido sob forma de mel, num processo de baixa eficiência - cerca de 8 kg de mel precisam ser consumidos para a produção de 1 kg de cera. A cera á branca, como pode ser visto nos favos recém produzidos. A cor amarela ou marrom de alguns favos resulta da impregnação da cera com própolis, resíduos de pólen e outras impurezas. Os favos de cria antigos têm uma cor ainda mais escura, por conta dos restos de casulo e dejetos deixados pelas larvas. As abelhas usam a cera para construir os favos e para misturar à própolis, a fim de obter uma substância com melhores propriedades mecânicas.
VENENO - APITOXINA
O
veneno ou apitoxina é um produto sintetizado
pelas glândulas de veneno das operárias e da rainha. É basicamente
composto por uma ampla mistura de enzimas, proteínas e outras moléculas
menores. Operárias em fase de guarda ou forrageamento possuem
entre 100 e 150 mg (milionésimos de grama) e as rainhas possuem, em média,
700 mg de veneno. As abelhas injetam o veneno, com o auxílio do ferrão,
nos seus predadores (reais ou presumidos). Algumas de suas substâncias
causam dor, enquanto outras provocam uma reação alérgica de intensidade
variável, que depende do porte e da sensibilidade da vítima.
Autor: Baseado no texto de João Batista de Abreu Campos